A sustentabilidade na construção civil deixou de ser apenas uma questão ambiental. Hoje, eficiência energética, redução do consumo de água, escolha de materiais e desempenho operacional também estão diretamente relacionados à viabilidade econômica e à valorização dos empreendimentos.

Nesse cenário, a certificação EDGE (Excellence in Design for Greater Efficiencies) se destaca por transformar a sustentabilidade em resultados mensuráveis. Desenvolvida pela International Finance Corporation (IFC), integrante do Grupo Banco Mundial, a metodologia permite avaliar alternativas de projeto e identificar soluções capazes de reduzir o consumo de recursos sem necessariamente aumentar de forma significativa o investimento inicial.

Para incorporadoras, construtoras e proprietários, isso significa uma oportunidade de desenvolver edifícios que consumam menos energia e água, reduzam os impactos associados aos materiais e, dependendo da instituição financeira e da linha de crédito, possam ter acesso a condições diferenciadas de financiamento.

É justamente nesse processo que a atuação de uma assessoria especializada, como o Estúdio Letti, pode fazer a diferença.

O que é a certificação EDGE?

A EDGE é uma certificação internacional criada pela IFC para incentivar o desenvolvimento de edifícios mais eficientes. Seu grande diferencial está na objetividade: o sistema concentra-se em três dimensões fundamentais do desempenho ambiental de uma edificação:

  • energia;
  • água;
  • energia incorporada nos materiais.

Para obter a certificação EDGE, o projeto precisa demonstrar uma redução mínima de 20% nesses três indicadores em comparação com uma edificação de referência convencional, considerando as condições locais.

Essa abordagem torna o EDGE particularmente interessante para empreendimentos que precisam equilibrar sustentabilidade, desempenho e viabilidade financeira.

Em vez de tratar a sustentabilidade como uma série de decisões isoladas, a metodologia permite comparar diferentes estratégias e entender quais delas proporcionam maior eficiência para determinado investimento.

Menos consumo também significa menor custo operacional

Um edifício eficiente não é apenas aquele que causa menos impacto ambiental. É também aquele que precisa de menos recursos para funcionar.

Na prática, reduzir o consumo de energia pode representar menores despesas com climatização, iluminação e demais sistemas elétricos. A eficiência hídrica pode diminuir os gastos relacionados ao abastecimento e ao tratamento de água. Já a escolha de materiais com menor energia incorporada contribui para reduzir os impactos ambientais associados à construção.

O próprio modelo EDGE foi desenvolvido para permitir que essas decisões sejam analisadas ainda durante o desenvolvimento do projeto, inclusive considerando o custo das medidas e seu retorno. A ferramenta da IFC permite comparar diferentes soluções e identificar alternativas de eficiência com melhor relação entre investimento e benefício.

Por isso, quanto mais cedo a sustentabilidade for incorporada ao projeto, maiores são as possibilidades de encontrar soluções eficientes sem gerar retrabalho ou custos desnecessários.

O que significa reduzir o carbono incorporado?

Quando se fala em sustentabilidade na construção, é comum pensar principalmente na energia consumida pelo edifício depois de pronto.

Mas existe outro componente importante: o impacto associado aos próprios materiais utilizados na construção.

A produção de cimento, aço, vidro e outros materiais envolve consumo de energia e emissões de gases de efeito estufa. Esse impacto é conhecido como energia incorporada e está relacionado ao chamado carbono incorporado dos materiais.

O EDGE considera justamente esse aspecto em sua avaliação. Dessa forma, o projeto não olha somente para o desempenho durante a operação, mas também para os impactos associados às escolhas construtivas.

Isso amplia a capacidade do empreendimento de atuar na redução de emissões ao longo de seu ciclo de vida.

Como o Estúdio Letti pode contribuir?

Obter uma certificação de sustentabilidade não significa simplesmente cumprir uma lista de requisitos. É necessário transformar os critérios da certificação em decisões concretas de projeto.

O Estúdio Letti atua justamente nessa integração.

Com experiência em assessoria de sustentabilidade, análise energética, simulação computacional e comissionamento de sistemas, a empresa trabalha junto às equipes de arquitetura e engenharia desde as etapas iniciais do empreendimento. A atuação inclui projetos que buscam certificações como LEED e EDGE.

Na prática, o trabalho pode começar antes mesmo de o projeto estar definido.

1. Identificação das oportunidades de eficiência

O primeiro passo é entender o projeto, seu uso, suas características e seus objetivos.

A partir disso, é possível avaliar quais estratégias podem contribuir para atingir as metas do EDGE, considerando aspectos como envoltória, iluminação, sistemas de climatização, equipamentos, instalações hidráulicas e materiais.

O objetivo não é simplesmente adicionar soluções sustentáveis ao projeto, mas encontrar as estratégias que façam sentido técnica e economicamente para aquele empreendimento.

2. Simulação e análise de desempenho

Uma das ferramentas utilizadas pelo Estúdio Letti é a simulação computacional.

Por meio de modelos matemáticos, é possível prever o comportamento do edifício e avaliar questões como consumo energético, carga térmica, iluminação e ventilação natural e artificial. Essas análises ajudam a comparar alternativas antes que as decisões sejam executadas na obra.

Isso permite responder perguntas importantes:

E se a fachada tiver outro tipo de vidro?

E se forem utilizados elementos de sombreamento?

Qual solução de iluminação apresenta melhor desempenho?

Como reduzir a demanda de climatização?

Qual alternativa proporciona maior economia ao longo da operação?

Em vez de depender apenas de estimativas, a equipe de projeto passa a tomar decisões apoiadas em dados.

3. Integração entre sustentabilidade e projeto

Outra contribuição importante é integrar as diferentes disciplinas envolvidas no empreendimento.

Uma estratégia energética, por exemplo, precisa conversar com arquitetura, fachada, climatização, iluminação e automação.

É essa visão integrada que permite evitar situações em que uma solução eficiente em determinada área acaba criando um problema em outra.

O Estúdio Letti trabalha justamente com essa integração, buscando equilibrar desempenho, investimento, operação e conforto dos usuários.

4. Apoio durante a implementação

A sustentabilidade planejada no projeto precisa chegar à obra.

Por isso, o acompanhamento das soluções e dos requisitos da certificação é fundamental para reduzir o risco de alterações, perdas de desempenho ou decisões incompatíveis com as metas estabelecidas.

O trabalho de assessoria pode acompanhar diferentes etapas do empreendimento, desde a concepção e desenvolvimento dos projetos até a construção e operação.

5. Comissionamento dos sistemas

Outro ponto importante é garantir que o edifício realmente opere conforme foi projetado.

O comissionamento realizado pelo Estúdio Letti envolve o planejamento, a documentação e o acompanhamento dos sistemas prediais, incluindo climatização, hidráulica, elétrica, iluminação e automação.

Isso é especialmente relevante porque um edifício pode possuir equipamentos eficientes e, ainda assim, apresentar consumo elevado caso seus sistemas não estejam corretamente instalados, configurados ou integrados.

Certificação EDGE pode ajudar a conseguir financiamento com melhores taxas?

Além dos benefícios ambientais e operacionais, a certificação pode ter uma dimensão financeira estratégica.

Instituições financeiras vêm desenvolvendo produtos voltados à construção sustentável, utilizando certificações e metas de desempenho como critérios para determinadas condições de crédito.

No Brasil, a própria IFC já apoiou iniciativas voltadas à expansão desse mercado. Em 2021, por exemplo, a IFC e o Itaú BBA desenvolveram uma iniciativa para estimular a construção verde, que incluiu o Plano Empresário Verde, com condições diferenciadas de financiamento para projetos que cumprissem as metas estabelecidas e obtivessem a certificação preliminar EDGE.

Mais recentemente, a IFC também passou a apoiar iniciativas de financiamento habitacional sustentável no Brasil. Um projeto envolvendo a Caixa Econômica Federal contempla empreendimentos certificados por programas como Casa Azul + CAIXA, EDGE, LEED e AQUA.

Isso demonstra uma tendência importante: a certificação ambiental pode deixar de ser apenas um diferencial de marketing para se tornar parte da estratégia financeira do empreendimento.

É importante destacar, porém, que a obtenção de uma certificação EDGE não garante automaticamente uma taxa de financiamento menor. As condições dependem da instituição financeira, da linha de crédito, dos critérios do produto e do atendimento às metas estabelecidas.

Ainda assim, ter um empreendimento certificado pode ampliar as possibilidades de enquadramento em programas de financiamento verde.

Sustentabilidade que pode melhorar o retorno do empreendimento

A lógica é simples: um edifício que consome menos pode custar menos para construir e operar.

Se, além disso, o projeto consegue acessar uma linha de financiamento com condições diferenciadas, o benefício econômico pode aparecer em diferentes momentos do ciclo do empreendimento.

Podemos pensar em três frentes:

Durante a construção: decisões mais eficientes podem evitar retrabalhos e ajudar a otimizar e/ou reduzir investimentos.

Durante a operação: menor consumo de energia e água vai reduzir despesas recorrentes.

Na obtenção de crédito e valorização: a certificação pode contribuir para posicionar o empreendimento em linhas de financiamento sustentável e aumentar sua atratividade perante investidores e ocupantes.

A própria IFC destaca que edifícios verdes podem combinar redução de custos operacionais e emissões, ao mesmo tempo em que estimulam o desenvolvimento de produtos financeiros específicos para esse mercado.

Por que começar ainda na fase de projeto?

Quanto mais avançado estiver o empreendimento, mais difícil pode ser alterar decisões que impactam seu desempenho.

Modificar a orientação do edifício, a composição da fachada, o sistema de climatização ou determinadas soluções construtivas durante a obra pode gerar custos e retrabalho.

Quando essas questões são analisadas desde a concepção, existe maior liberdade para comparar alternativas.

É por isso que a assessoria do Estúdio Letti busca atuar desde as primeiras etapas. A sustentabilidade deixa de ser uma adaptação posterior e passa a fazer parte da própria estratégia de desenvolvimento do empreendimento.

EDGE: eficiência que conecta sustentabilidade e negócio

A certificação EDGE mostra que sustentabilidade e desempenho econômico não precisam ser objetivos opostos.

Ao estabelecer metas objetivas para energia, água e materiais, a metodologia cria uma forma prática de medir o desempenho ambiental e orientar decisões de projeto.

Para incorporadoras, construtoras e proprietários, isso pode significar um edifício mais eficiente, com menores custos operacionais e potencial para acessar oportunidades relacionadas ao financiamento verde.

E, para que essas metas sejam transformadas em resultados concretos, contar com uma equipe técnica especializada pode fazer toda a diferença.

Com atuação em assessoria de sustentabilidade, análise energética, simulação computacional e comissionamento de sistemas, o Estúdio Letti ajuda a integrar sustentabilidade e desempenho ao longo das diferentes etapas do empreendimento.

Mais do que buscar um selo, o objetivo é projetar edifícios que consumam menos, custem menos para operar e estejam preparados para as demandas de um mercado cada vez mais orientado à eficiência e à descarbonização.

Se você está desenvolvendo um novo empreendimento ou pretende tornar um edifício existente mais eficiente, o momento de avaliar as oportunidades de certificação e desempenho é antes das principais decisões serem tomadas.

Fale com o Estúdio Letti (clique aqui) e descubra como a assessoria especializada pode ajudar seu projeto a alcançar maior eficiência, reduzir impactos ambientais e aproveitar as oportunidades da construção sustentável.